Imagine você dirigindo sozinho, à noite, em uma estrada deserta, onde as luzes da cidade já ficaram para trás e o único som é o ronco do motor. O céu está escuro, sem estrelas, e tudo ao seu redor parece envolto em um manto de mistério. As árvores que margeiam a estrada são sombras distorcidas, e a neblina que começa a se formar dá à noite uma atmosfera pesada, quase sufocante. De repente, você percebe que está na Riverdale Road, uma via envolta em histórias assustadoras. Mas você afasta os pensamentos, tentando não pensar nas lendas que ouviu. Afinal, são só histórias, certo?
O silêncio é quebrado pelo som suave dos pneus deslizando sobre o asfalto, quando, do nada, uma batida súbita faz o carro estremecer. O impacto é forte o suficiente para você sentir o veículo sacudir, como se tivesse atropelado algo. O coração dispara, e um frio gelado percorre sua espinha. Sua mente se enche de perguntas: "Eu bati em alguém? O que aconteceu?"
Com as mãos suando no volante e o peito apertado, você desacelera, os olhos fixos no retrovisor, esperando ver algo - ou alguém - atrás do carro. Mas não há nada. A estrada parece vazia, como estava segundos antes. Mesmo assim, você precisa verificar.
Você para o carro no acostamento e, com as pernas um pouco trêmulas, sai para checar. Caminha até a traseira do veículo, o farol iluminando a estrada silenciosa e deserta. Mas, para sua surpresa, não há nenhum sinal de impacto. Nenhum corpo, nenhum animal, nem mesmo um pequeno obstáculo que justificasse aquele choque. O asfalto está liso, como se nada tivesse acontecido. **Nada.**
A inquietação começa a crescer, e uma sensação de estar sendo observado o toma. Seus olhos percorrem o entorno, buscando explicações na escuridão, mas as sombras são impenetráveis, e tudo o que você consegue ouvir é o som de sua própria respiração e o vento passando pelas árvores. Em uma estrada comum, isso seria um alívio, mas na Riverdale Road, você sabe que essa calmaria esconde algo.
Histórias como essa são contadas repetidamente por motoristas que atravessam essa estrada. Relatos de pessoas que sentem um forte impacto em seus carros, sempre no mesmo trecho, como se tivessem atropelado algo ou alguém. Mas, assim como você, quando saem do veículo para verificar, não encontram nada. O mais perturbador é que muitos acreditam que esses "atropelamentos fantasmagóricos" são ecos dos trágicos acidentes que já aconteceram ali.
Dizem que há muitos anos, naquela estrada, vidas foram perdidas de maneira brutal. Motoristas distraídos ou apressados que não perceberam pedestres cruzando a via, ciclistas que foram atingidos em alta velocidade, e até acidentes envolvendo outros veículos, todos resultando em tragédias que marcaram o local. As almas das vítimas, incapazes de seguir em frente, ainda estariam presas à Riverdale Road, revivendo seus últimos momentos.
Esses espíritos, segundo a lenda, tentam recriar suas mortes na forma de aparições súbitas ou sensações de impacto, como se buscassem uma espécie de conexão com os vivos, uma maneira de serem lembrados ou, quem sabe, libertados. Alguns motoristas relatam ver uma figura sombria atravessando a estrada no exato momento do impacto, mas quando param para checar, ela desaparece sem deixar rastros. Outros sentem uma presença estranha dentro do carro logo após o "acidente", como se alguém estivesse sentado no banco de trás, invisível, mas claramente presente.
O fenômeno é tão perturbador que muitos evitam dirigir pela Riverdale Road à noite, com medo de vivenciarem esse tipo de experiência. Há quem diga que, quando o impacto acontece, a sensação é muito real: o barulho, o tremor, o choque emocional. Algumas pessoas até acreditam que, por um breve momento, estão revivendo o momento exato da morte de alguém, como se fossem transportadas para aquele instante fatal.
Especialistas em fenômenos paranormais sugerem que esses eventos são causados por uma forte energia residual, uma espécie de "cicatriz" deixada na estrada pelos acidentes mortais que ocorreram ali. Segundo essa teoria, as emoções intensas sentidas pelas vítimas no momento de suas mortes – medo, dor, desespero – ficaram impregnadas no local, criando uma espécie de loop temporal onde essas almas continuam a reviver seus últimos segundos de vida. E, ocasionalmente, essas energias interagem com os vivos, resultando nos atropelamentos fantasmagóricos.
Agora, enquanto você volta para o carro e fecha a porta com um suspiro pesado, o silêncio parece mais opressor. As mãos voltam ao volante, e embora tudo pareça calmo novamente, aquela sensação de desconforto não o abandona. Você dá partida, querendo sair dali o mais rápido possível, mas enquanto dirige pela estrada vazia, a pergunta permanece: **"Será que o que senti foi apenas minha imaginação? Ou algo muito mais sombrio aconteceu naquela noite?"
E então, bem no fundo de sua mente, a inquietante ideia se instala: e se da próxima vez o impacto for real, e ninguém estiver lá para testemunhar?


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